RENABRAVA 5 – Parte 1- Fluídos Frigoríficos – Segurança

RENABRAVA 5 – 06/2016 – Fluídos Frigoríficos – Segurança.  

ABRAVA – Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento – RENABRAVA 5 – 06/2016 – Fluídos Frigoríficos – Segurança. página 1 de 32

RENABRAVA 5, Guia para Uso e Aplicação dos Fluídos Frigoríficos.

Apresentação.

Este documento foi elaborado pelo Departamento de Nacional de Meio Ambiente da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e de Aquecimento – ABRAVA.

  1. Escopo.

Orientar os profissionais que atuam nas áreas de projeto, comissionamento, operação e manutenção de sistemas de refrigeração e de ar condicionado quanto à alteração do fluído frigorífico em equipamentos de refrigeração e de condicionamento de ar, quanto aos aspectos de responsabilidade devido a toxicidade, inflamabilidade e pressões de trabalho.

Os itens a serem analisados quanto a substituição do fluído frigorífico:

  1. a) Aprovação da alteração do fluído frigorífico pelo fabricante do equipamento;
  2. b) Reconhecimento como fluído frigorífico quanto a sua designação e as suas propriedades – listado na ASHRAE 34 e na AHRI 700;
  3. c) Fabricante reconhecido com produto certificado e documentação técnica completa
  4. d) Classificação dos fluídos frigoríficos quanto a sua toxidade e flamabilidade;
  5. d) Limitações de aplicação em função do ambiente atendido, limites de toxidade e de inflamabilidade;

Importante: Esta RENABRAVA 5 Guia para uso e aplicação dos fluídos frigoríficos não substitui de forma alguma as normas e documentos legais listados em 2 Referências Normativas e Documentos Legais pois destaca os pontos importantes, mas não apresenta todas as informações necessárias, ou cálculos para uma instalação correta e segura.

  1. Referências Normativas e Documentos Legais.

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento.Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

2.1 – Documentos Legais.

Portaria 3.523 de 28 de agosto de 1998 – Ministério da Saúde – Plano de Manutenção, Operação e Controle – PMOC

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Resolução 09 de 16 de janeiro de 2003 – ANVISA – Referenciais de Qualidade do Ar Interior em ambientes climatizados artificialmente de uso público e coletivo

2.2 – Nomas ABNT.

ABNT NBR 15976:2011 Redução das emissões de fluidos frigoríficos halogenados em equipamentos e instalações estacionárias de refrigeração e ar condicionado — Requisitos gerais e procedimentos;

ABNT NBR 15960:2011 Fluidos frigoríficos — Recolhimento, reciclagem e regeneração (3R) — Procedimento;

ABNT NBR 15833:2010 Manufatura reversa – Aparelhos de refrigeração;

ABNT NBR ISO 11650:2008 Desempenho de equipamento de recolhimento e/ou reciclagem de fluidos refrigerantes;

ABNT NBR 13598:2011 Vasos de pressão para refrigeração;

ABNT NBR 16069:2010 Segurança em sistemas frigoríficos;

2.3 Normas Internacionais.

ASHRAE – Standard 15-2013 — Safety Standard for Refrigeration Systems and Designation and Classification of Refrigerants (ANSI Approved) – descreve os procedimentos de para a operação  de equipamentos e sistemas de refrigeração e de ar condicionado usando os fluídos frigoríficos;

ASHRAE – Standard 34-2013 – Designation and Classification of Refrigerants (ANSI Approved) descreve o procedimento de nomear os fluídos frigoríficos e a sua classificação de segurança, baseado nos dados da sua toxidade e inflamabilidade;

AHRI – 700-2015 with Addendum 1, Specifications for Refrigerants – estabelece as especificações de composição e de pureza (contaminação)  para verificar a composição, bem como os procedimentos de análise de aceitação dos fluídos frigoríficos;

EN-378:2008 The European Standard for the design and construction of refrigeration systems. Esta norma Europeia apresenta os requerimentos de segurança e de meio ambiente necessários para o projeto fabricação, construção, instalação, operação, manutenção, reparos e reciclagem dos equipamentos e sistemas de refrigeração e de condicionamento de ar em respeito ao meio ambiente local e global, mas não até o ponto da destruição dos refrigerantes.

Part 1: Basic requirements, definitions, classification and selection criteria;

Part 2: Design, construction, testing, marking and documentation;

Part 3: Installation site and personal protection;

Part 4: Operation, maintenance, repair and recovery;

ISO 5149-1:2014 – Refrigerating systems and heat pumps — Safety and environmental requirements – a proposta desta norma internacional é o de promover o projeto, construção, instalação, operação, manutenção e a rejeição dos materiais de forma segura dos equipamentos e sistemas de refrigeração:

Part 1: Definitions, classification and selection criteria;

Part 2: Design, construction, testing, marking and documentation

Part 3: Installation site

Part 4: Operation, maintenance, repair and recovery

2.4 Documentos ABRAVA.

2.4.1 Renabrava 5 – Inspeção de sistemas de ar condicionado.

  1. Termos e Definições.

3.1 Definições ASHRAE 34.

3.1.1 fluido frigorífico (fluido refrigerante)  fluido usado para transferência de calor em sistema de refrigeração; o fluido frigorífico (fluido fluido frigoríficos) absorve o calor e o transfere para uma maior temperatura e pressão, usualmente com mudança de fase. Substâncias acrescentadas para permitir outras funções, tais como: lubrificação, detecção de vazamento, absorção, ou desidratação não são fluidos frigoríficos (fluidos fluido frigoríficos)

 

3.1.2 compostos. substâncias formadas pela combinação química de dois ou mais elementos em proporções definidas em massa;

3.1.3 hidrocarboneto  um composto que contém apenas os elementos hidrogênio e carbono;

3.1.4 halocarbono  como usados nesta Norma, um derivado de hidrocarbonetos contendo um ou mais dos halógenos bromo, cloro, ou flúor; hidrogênio também pode ou não estar presente;

3.1.5 misturas de fluídos frigoríficos (fluidos refrigerantes)constituídos por dois ou mais diferentes compostos químicos, muitas vezes utilizado como individualmente como fluídos frigoríficos;

3.1.6 toxicidade  capacidade de um fluido frigorífico de ser prejudicial ou letal devido à exposição aguda ou crônica por contato, inalação ou ingestão. Os efeitos preocupantes incluem, mas não estão limitados a, efeitos carcinogênicos, envenenamento, toxinas reprodutivas, irritações, corrosões, sensibilizações, hepatotoxinas, nefrotoxinas, neurotoxinas, agentes que atuam sobre os sistemas hematopoiéticos e agentes que danificam pulmão, pele, olhos ou membranas mucosas. Para esta norma, exclui-se desconforto temporário em nível não prejudicial

3.1.7 toxicidade crônica  efeitos adversos sobre a saúde resultantes de exposições repetidas a longo prazo. Esta informação é utilizada, em parte, para estabelecer TLV-TWA, PEL ou outros índices consistentes;

3.1.8 limite ocupacional de exposição (OEL- Occupation exposure limit) concentração média ponderada pelo tempo (TWA) para um dia normal de oito horas e semana de trabalho de 40 horas na qual praticamente todos os trabalhadores podem ser expostos de forma repetitiva sem efeitos adversos, baseado na OSH PEL, ACGIH TLV-TWA, AIHA WEEL ou valor consistente

3.1.9 nível sem efeito observado (NOEL- No-observed-effect level) a concentração mais elevada de um material, um fluido frigorífico nesta norma, na qual não foram observados quaisquer efeitos em mesmo um animal de ensaio

3.1.10 calor de combustão (HOC- Heat of combustion) calor liberado quando uma substância é queimada, determinada como a diferença de entalpia entre os reagentes (fluido frigorífico e ar) e seus produtos após a combustão, tal como definido na Seção 6.1.3.5. O calor ou entalpia de combustão é expresso frequentemente como energia por unidade de massa (por exemplo, kJ /kg ou Btu/ lb);

3.1.11 limite de concentração inflamável (FCL- Flammable concentration  limit) o limite de concentração de fluido frigorifico no ar, determinado de acordo com esta norma e destinado a reduzir o risco de incêndio ou explosão em espaços fechados, normalmente ocupados

3.1.12 limite inferior de inflamabilidade (LFL – Lower flammability limit)  a concentração mínima de uma substância, um fluido frigorífico nesta norma, que é capaz de propagar uma chama por meio de uma mistura homogênea desta substância e do ar, sob condições de ensaios especificados

3.1.13 limite de concentração de fluido frigorífico (RCL- Refrigerant concentration limit)  

concentração máxima de fluido frigorífico, no ar, determinado em conformidade com esta norma e com o objetivo de reduzir os riscos de toxicidade aguda, asfixia e os perigos de inflamabilidade em espaços fechados normalmente ocupados;

3.1.14 pior caso de formulação para inflamabilidade (WCF – Worst case of formulation for flammability)  

formulação nominal, incluindo as tolerâncias de composição, que resulta na concentração mais inflamável de componentes;  

3.1.15 pior caso de fracionamento para inflamabilidade (WCFF- Worst case of fractionation for flammability)  composição produzida durante o fracionamento do pior caso de formulação para inflamabilidade, que resulta na mais elevada concentração dos componentes inflamáveis, conforme identificado nesta norma em fase de vapor ou líquido

FONTE : ABRAVA

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