Calor

Sentir, por meio do tato, se determinado objeto está quente ou frio é apenas uma das maneiras em que a temperatura se apresenta. No nível molecular, essa característica é vista de forma diferente.

Qualquer material ou substância é formado por átomos. Essas minúsculas partículas se movimentam a uma determinada velocidade, dependendo da temperatura – energia de calor – em que esteja naquele momento.

Assim, quando um objeto é submetido a uma adição de calor, seus átomos irão de movimentar em uma velocidade mais alto do que o normal. Se é realizada a retirada de calor – resfriamento –, as partículas terão um movimento mais lento.

Dentro deste princípio, há, portanto, o fluxo de calor. Isso quer dizer que o calor flui de substâncias com maior temperatura para outras de temperatura mais baixa. Ao analisar os átomos durante essa troca de energia, é possível visualizar que partículas mais velozes de determinado elemento apresentam uma desaceleração, enquanto as da substância com menos calor acelera.

Para ilustrar essa teoria, podemos utilizar a água como exemplo. Esse elemento se solidifica para a forma de gelo sob condições normais de pressão atmosférica e em temperaturas abaixo de a 0ºC. Aqui, os átomos apresentam velocidade baixa.

Ao adicionarmos calor ao gelo, ele será fundido, tornando-se água em estado líquido e apresentando uma movimentação atômica mais veloz. Se esquentarmos ainda mais esse elemento, ele virará vapor, o que deixará suas partículas ainda mais rápidas.

É baseado nesta mudança de estados físicos que funciona o princípio básico de operação de um ciclo de refrigeração por compressão a vapor.

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